Superação: de vendedor de mercado a mister em Mato Grosso do Sul

Ser modelo, para muitos, é um sonho de infância. Para o administrador, influencer e modelo Alexandre Amaro, nascido em Nova Caixas, Goiás, as passarelas e as câmeras sempre foram universos que o encantaram. 

A criação humilde e os pré-conceitos que vem em torno da profissão de modelo, por muito tempo o impediram de conquistar seu lugar no universo da moda. “Digo que não há como fugir do destino. Quando me mudei para Dourados, Mato Grosso do Sul, eu não tinha nada, me sentia um peixe fora d’agua. Já no começo pra foi bem difícil, ninguém acreditava em mim. Mesmo assim corri atrás e comecei a trabalhar em imobiliárias e mercados”, conta.

Foi em 2012, quando era atendente de um supermercado, que o primeiro convite surgiu. Ao lado do estabelecimento, funcionava um estúdio de fotografia. “Quando me convidaram para fazer as fotos fiquei muito feliz, mas com medo ao mesmo tempo. Depois disso, fui conhecendo o trabalho e comecei a desfilar e representar algumas marcas da cidade, onde já estava sendo reconhecido”, diz Alexandre.

Apesar dos primeiros passos promissores, o modelo relata que pela tradicionalidade da cidade, enfrentou o pré-conceito e a descrença de muitos. Segundo Alexandre, algumas pessoas da família deram apoio, mas havia uma parcela que duvidava que fosse ele capaz, ou que ao menos fosse dar certo. “Nesse meio tempo comecei a ter cada vez mais visibilidade, até que ganhei o concurso de mister CNB e fui convidado para ser modelo oficial da maior feira de noivas do estado do Mato Grosso do Sul”, relembra. 

Apesar do sucesso, a perda dos pais em 2014 foi um dos períodos onde ele teve que interromper seu sonho. “Foi muito difícil me virar sozinho para pagar aluguel e todas as despesas de casa, cuidar dos meus irmãos e ainda correr atrás da minha carreira como modelo”, diz Alexandre.

Atualmente, anos após o período conturbado, ele voltou a fazer eventos e a trabalhar com fotografia e desfiles em todo o estado, além ter feito algumas especializações em São Paulo. Apesar da pandemia ter diminuído o fluxo de trabalho, ele pretende deixar a dupla jornada e trabalhar apenas como modelo. “Como toda profissão, sempre tem quem desvalorize nosso trabalho. Alguns ainda não entenderam a importância do modelo e do influencer para o marketing de uma marca, ou quando entendem, querem de graça ou mal remunerado. Aguardo pelo momento em que vamos ter o reconhecimento”, diz o modelo.

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