Pioneiro com o sertanejo na Austrália, Gustavo Vas conta o que tem feito para manter o estilo musical vivo no país!

Cantor tem usado de sua expressividade na industria fonográfica para abrir portas para os astros brasileiros

Existem algumas histórias que se contarmos para as pessoas, dificilmente acreditarão, não é mesmo? Uma delas é que a Austrália demorou muito tempo para ter um show ao vivo de sertanejo, vocês conseguem acreditar? Por mais que seja algo não tão recorrente no país, sempre temos notícias de casas de shows que costumam trazer este tipo de experiência para os moradores locais.

Porém, isso só veio à tona por lá quando Gustavo Vas desembarcou em solos australianos, afinal, os que lá estavam não apresentavam tanta experiência no ramo, ou tinham algumas dificuldades que para ele era algo comum, devido as vivências com a música, e, por ironia do destino, participou de um evento conhecido, o famoso Brazillian Day, após uma apresentação na famosa Darling Harbour. Depois disso, os contatos para que ele pudesse trazer um pouco mais do que fez naquele palco para mil pessoas era mais do que frequente. 

O cantor, que é de família de músicos, havia deixado o Brasil após alguns anos dedicados ao mundo fonográfico, mas, parece que quando o destino traça alguma coisa, não tem como escapar!

A chegada na Austrália complicada: “Eu e minha ex-companheira viemos sozinhos, não falávamos inglês, no começo até adaptar foi difícil. Depois de três meses fiz minha aparição em um Brazillian Day, para mil pessoas, maior evento brasileiro que tem. Cantei ‘Evidências’ e depois disso comecei a fazer diversos shows pela Austrália. Desde então, meu nome foi crescendo na Austrália e Nova Zelândia, fiz shows em casas que ninguém nunca tocou sertanejo, ou shows ao vivo”, revelou o astro. 

Ainda no assunto, ele recordou o quão emocionante foi ver o poder que a música estava tendo naqueles determinados momentos, afinal, ele estaria representando algo jamais visto para toda uma população. Gustavo ficou responsável por tocar em casas e estados que ninguém nunca havia tocado: “Quando ouviram pela primeira vez, ficaram doidos. Sentiram a emoção da proximidade, foi muito emocionante ver as pessoas chorando e sentindo o poder que a música tem”. 

Atualmente, considerado um dos maiores nomes da música no país, não só por suas aparições, mas pelo poder de influência que conquistou, levando nomes como Bruninho e Davi para o país e participando de shows de grandes nomes, como: Salgadinho, Molejo, Marcos e Belutti. Diante de tantas conquistas, Gustavo relevou que não tem mais perspectiva de retornar ao Brasil, mesmo ciente de que teria uma vida ‘mais fácil’ por aqui. 

“Na verdade peguei essa missão. Pensei em voltar para o Brasil, pela vida confortável que eu tinha. Mas decidi apostar nisso. Hoje em dia sou divorciado e tenho intenção em ficar aqui para sempre. Ninguém faz o que eu faço aqui, tem alguns sertanejos espalhados, mas não são profissionais, começaram agora … é um trabalho diferente. Eles não tem noção de alguns detalhes que eu peguei desta essência familiar”, disse o astro.

Após ter revolucionado o ramo no país, ele seguiu se dedicando a carreira musical, por lá além de ter sido pioneiro neste tipo de trabalho, ainda entrou na onda dos estilos locais e trabalhou bastante para conquistar os gostos mais pessoais e impessoais. Graças a isso, acredita que tem se tornado uma figura que vai além de um cantor comum: “Sou o pioneiro neste ramo. Acredito estar abrindo este mercado para cantores ainda maiores, as pessoas que moravam aqui não botavam muita fé nos eventos brasileiros”.  

Por fim, Gustavo comemorou todas as conquistas nestes últimos anos. Focado em conseguir o processo de migração, ele usa de cartas recebidas de australianos que o elogiam e resgataram a importância deste trabalho. Além disso, o profissional afirmou que seu principal objetivo é fazer com que o estilo musical, que tanto ama, jamais ‘morra’ por lá. 

“Uma coisa bem legal que anexei neste processo de migração. Tenho cartas de australianos que começaram a conhecer o Brasil por minha causa, falam português e dançam sertanejo. Outros estão procurando aprender a língua para cantar as músicas e, também, por conhecimento, que foi uma curiosidade despertada pela convivência. Uma das coisas mais importantes é que eu estou tentando deixar o sertanejo vivo na Austrália. Não quero deixar que o sertanejo morra aqui, eles não tinham a oportunidade de ouvir nosso estilo ao vivo. Eu estou fazendo o possível para dar vida a esta conexão musical”, finalizou.

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