Está difícil emagrecer mesmo seguindo a dieta e mantendo uma rotina de exercícios? Então, talvez seja hora de avaliar como anda o ritmo do seu metabolismo — se ele está mais “lento” do que o desejado, por exemplo…
Segundo o médico nutrólogo Dr. Victor Dias, esse mecanismo ocorre porque o ritmo que transforma os nutrientes que ingerimos em energia, desacelera, naturalmente, ao longo dos anos. Mas ele também é bastante flexível e responde bem ao estilo de vida de cada pessoa, principalmente no quesito alimentação.
O doutor ressalta que mais importante ter em mente que muito mais do que um mecanismo que transforma o que comemos nos temidos pneuzinhos, o metabolismo é um sistema complexo de reações bioquímicas responsáveis por construir ou desconstruir moléculas, tudo para manter nosso organismo funcionando.

De acordo com o especialista o metabolismo pode oscilar de acordo com as condições de vida do indivíduo, sobretudo em relação à alimentação. “O metabolismo sofre influência de diversos fatores como a genética, idade, peso, sexo e, até mesmo, problemas de saúde como alterações hormonais e patologias específicas. Porém, para um indivíduo saudável, sem maiores complicações de saúde, o metabolismo lento pode ser fruto de maus hábitos, principalmente em relação à dieta e ao nível de atividade (sedentarismo)”.
Salvo em casos específicos, no qual o metabolismo apresenta por algum problema de saúde, algumas medidas simples podem ajudar a reestabelecer o ritmo e facilitar a perda de peso. De acordo o médico, é aconselhável:
Exercício e repouso adequado: Praticar alguma atividade física é fundamental para aumentar a taxa metabólica, além disso, músculos são grandes queimadores de energia, mesmo em repouso. Logo, praticar atividades como musculação mantem o metabolismo acelerado mesmo horas após o término do exercício. Da mesma forma, é fundamental repousar, além de o descanso ser fundamental para a recuperação muscular, a qualidade do sono influencia na produção e liberação de diversos hormônios.
Dormir pouco: Noites mal dormidas podem fazer com que os níveis de leptina — hormônio responsável por controlar o apetite — fiquem desregulados. Dessa forma, essa alteração provoca aumento da fome e até compulsão alimentar, além de fadiga e redução do ritmo metabólico. O médico sugere que o normal seria termos 8 horas de sono por dia, e de qualidade!
Alimentar-se regularmente: É comum acreditar que ficar longos períodos sem comer para compensar um eventual deslize na dieta pode ajudar a balancear as calorias consumidas. O problema é que isso não é eficaz: o organismo entende como uma privação e não um estímulo, e pode reduzir ainda mais o gasto basal para preservar seu funcionamento.
Monte um cardápio equilibrado: sempre tenha no prato, de maneira balanceada, carboidratos, proteínas e gorduras. As proteínas demandam maior energia para serem digeridas e as gorduras (boas) auxiliam na quebra das próprias gorduras armazenadas no organismo. Essa combinação também ajuda a retardar a liberação da glicose vinda dos carboidratos, tornando-os menos impactantes na dieta. “Um exemplo clássico é o tradicional prato brasileiro de arroz com feijão e bife. Porém, substituindo o arroz branco pelo integral, a carne por um corte magro e, obviamente, moderando na quantidade”
Consuma fibras: Outro ponto importante é sempre incluir fibras no cardápio. Por exigirem um esforço maior para serem digeridas, as fibras ajudam a retardar a liberação de glicose no organismo e prolongam a sensação de saciedade. “Por isso aconselha-se a substituição do pãozinho branco por alimentos integrais e de preferencia os não refinados, seu impacto sob a glicemia é bem menor”.
Aposte nos alimentos com potencial termogênico: substâncias como o chá verde, a casca de laranja amarga, a cafeína, a pimenta, o gengibre e o chá de hibisco, por exemplo, são famosos pela capacidade em estimular a termogênese e, dessa forma, aumentar a taxa metabólica. Alvo de muitos estudos, eles podem complementar a dieta e otimizar o gasto energético.

O médico finaliza dizendo que perder peso é muito mais do que o balanço positivo entre o gasto e o consumo de alimentos. “É necessário olhar o paciente como um todo. As dicas mencionadas se aplicam a indivíduos saudáveis que estão buscando uma melhora do estilo de vida. Muitas vezes os pacientes apresentam problemas de saúde como hipotireoidismo, deficiência de testosterona, transtornos alimentares, diabetes, hipertensão arterial, doenças crônicas como câncer e doenças autoimunes, por isso, alerto a individualidade de cada caso, e que procurem por profissionais capacitados e atualizados.
Áreas de atuações:
– Emagrecimento de forma saudável;
– Manejo da diabetes, hipertensão arterial, compulsões alimentares, estresse e ansiedade;
– Ganho de massa muscular através de planejamentos estratégicos;
– Modulação hormonal com hormônios bioidênticos e pellets hormonais;
– Controle de disfunções hormonais: andropausa, menopausa, hipertireoidismo e hipotireoidismo, síndrome do ovário policístico, entre outras;
– Longevidade saudável;
-Indicação de suplementação de vitaminas e minerais de acordo com a necessidade de cada paciente;
– Práticas integrativas para dores crônicas e doenças autoimunes.
Dr. Victor Dias CRM:174268
Medicina Esportiva, Nutrologia e Medicina Integrativa
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