Muçulmanos no Brasil: Carima Orra comenta sobre o preconceito e formas de combatê-lo

Em tempos de empoderamento feminino um assunto tem sido bastante debatido e até mesmo gerado discussões: a presença de mulheres muçulmanas no Brasil e a forma como são vistas pela sociedade. A missão é considerada desafiadora por estas mulheres, pois a grande maioria das pessoas as enxerga como um símbolo da opressão, o que não reflete a realidade.

Primeira mulçumana brasileira a participar de um Fashion Week em Miami de moda modesta, Carima Orra tornou-se conhecida nas redes sociais ao compartilhar um pouco da sua rotina e estilo de vida sob a perspectiva islâmica: “a partir do momento que você passa a compreender o real significado e o que aquilo representa não só pra você, mas para uma nação, torna-se mais prazeroso lutar pela causa. Entender o lado do outro nos torna mais compreensíveis e exercita a empatia”, explica.

O uso do hijab (véu) e roupas longas desperta olhares e muitas vezes é objeto de julgamentos: “a falta de conhecimento gera preconceito, somos vistas como mulheres oprimidas e submissas. As pessoas não entendem o real significado da cultura, as roupas reforçam a nossa identidade e têm um valor importante no que diz respeito à nossa fé”, comenta Carima Orra.

Por meio das redes sociais a mulçumana brasileira cumpre seu papel no combate ao preconceito incentivando a sociedade ao conhecimento, além de falar sobre maternidade e suas experiências como mãe de três filhos: “as pessoas têm muitas curiosidades a respeito da nossa cultura e sabemos que o conhecimento é uma maneira eficaz de se acabar com o preconceito”, explica.

Em relação às vestimentas, Carima Orra explica que muitas seguidoras chegam a se inspirar nos looks postados por ela no Instagram (@carimaorra), dando especial destaque à moda modesta: “a cada dia nos deparamos com uma novidade, como por exemplo o surgimento de grifes direcionadas a atender adeptas da modéstia. Isso para nós é muito importante e dá ânimo para lutarmos a cada dia para que nossa cultura seja ainda mais reconhecida”, finaliza.

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